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domingo, 11 de setembro de 2011

Amenazan a Costa Rica por proteger los derechos del embrión

Amenazan a Costa Rica por proteger los derechos del embrión


disponivel em


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“la presión internacional sobre Costa Rica evidencia un deseo de convertir a ese país en un paraíso para FIV baratas, ya que se trata de un procedimiento costoso en los países desarrollados.”




Observação: a Comissão Interamericana de Direitos Humanos NÃO possui poderes jurisdicionais, é órgão consultivo, que também emite os relatórios para a Corte Interamericana de Direitos Humanos, esta sim, com poderes jurisdicionais exclusivamente sobre as questões relativas à Convenção Americana de Direitos Humanos, também conhecida como Pacto de São José da Costa Rica, e poderes estes apenas diante dos países que, não somente subscreveram esta Convenção, mas também aceitaram sua jurisdição por procedimentos próprios internos segundo determinado por legislação interna. O Brasil enquadra-se atualmente entre os subscritores e com aceitação de jurisdição.
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27/04/2011


Terrence McKeegan, J.D. Tyler Ament


WASHINGTON, 22 de abril 2011 (C-FAM) – Costa Rica debe legalizar la fertilización in vitro, según la Comisión Interamericana de Derechos Humanos, o de lo contrario será sancionada a causa de supuestas violaciones a derechos humanos amparados por la legislación internacional.




En 2000, el Tribunal Constitucional de Costa Rica determinó que la FIV era inconstitucional, porque violaba el derecho a la vida del embrión. Cuatro años más tarde, el Centro de Derechos Reproductivos solicitó a la Comisión Interamericana de Derechos Humanos que aceptara un caso aduciendo que esta prohibición violaba los derechos humanos de dos parejas costarricenses.


La Comisión aceptó el caso el pasado otoño boreal y pidió al gobierno de Costa Rica que legalizara la FIV, lo cual, según sostiene la Comisión, es necesario para acatar la Convención Americana sobre Derechos Humanos (CADH).


Según pasajes del informe de la Comisión obtenidos por la prensa costarricense, esta entidad resolvió que la prohibición de la FIV por parte del gobierno invade la privacidad de las familias y el derecho a “fundar una familia acorde con sus propios deseos y aspiraciones”.




El informe censura a Costa Rica por ser el único país de las Américas que prohíbe la FIV, y sostiene que el propósito del gobierno de proteger la vida humana dio lugar a restricciones que son demasiado “severas”.




El gobierno de Costa Rica argumentó ante la Comisión que el Artículo 4 de la CADH justificaría la prohibición de la FIV, ya que establece que el derecho a la vida de cada persona “estará protegido por la ley y, en general, a partir del momento de la concepción”. La Constitución costarricense lleva este principio más allá y dice que “la vida humana es inviolable”. Además, el Código Civil de este país protege la vida desde “300 días antes de su nacimiento”.




Si bien en un principio Costa Rica defendió la prohibición, el país ahora ha presentado un proyecto de ley para legalizar la FIV, pero bajo serias restricciones. Este proyecto limita a seis el número de embriones que pueden generarse y exige que se implanten todos los embriones producidos. Esto no agradó al Centro de Derechos Reproductivos. El gobierno de Costa Rica no avanzó más con el proyecto de ley y solicitó a la Comisión que extendiera el plazo hasta el 31 de mayo.




Martha de Casco, ex Viceministra de Relaciones Exteriores de Honduras, dijo que la FIV es “es básicamente un negocio que se aprovecha de quienes creen que se puede lograr una cosa buena, como es un hijo, no importa de qué manera”. También afirmó que la presión internacional sobre Costa Rica evidencia un deseo de convertir a ese país en un paraíso para FIV baratas, ya que se trata de un procedimiento costoso en los países desarrollados.




A pesar de que muchos relatos indican que el informe de la Comisión exige a Costa Rica que modifique sus leyes, se trata de un órgano consultor cuyas recomendaciones no son vinculantes para los estados. Si un estado no atiende una recomendación de la Comisión, esta tiene la opción de elevar el caso a la Corte Interamericana de Derechos Humanos, que se encarga de interpretar y asegurar el cumplimiento de la CADH.
http://notifam.net/index.php/archives/4055/


Traducido por Luciana María Palazzo de Castellano


Publicado em Aborto, Adoção, Anencefalia, Biodireito, Embriologia, Medicina, Notícias. Tags: , , ,
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Esclerose múltipla, distúrbio metabólico.

Esclerose múltipla, distúrbio metabólico.

Cristiane Rozicki


Cristiane Rozicki é autora desta página e seu conteúdo,
Esclerose múltipla, distúrbio metabólico, atualizado em 11/agosto/2009.
disponível em:
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Esclerose múltipla, distúrbio metabólico.



Durante muito tempo, na história da e.m., se ouviu teses de que era doença geneticamente transmissível, de que podia ser causada por um vírus, ou, ainda, que o vírus que levava ao desenvolvimento da esclerose múltipla estaria relacionado com epidemias como o sarampo e a catapora, ambas graves e infecciosas. Muitas dúvidas sem respostas que causavam verdadeiro estresse emocional aos doentes, uma aflição, por não se saber o que pensar e nem como agir. Alguns médicos até advertiam da necessidade do uso de vitaminas do complexo B. Para minha mãe, portadora de e.m., era receitado nucleodoxina e outra medicação cara, valores altos em dinheiro, para quem recebia pensão por doença.



Anos depois eu passei a apresentar os mesmos sintomas da moléstia (entre 13 e 14 anos). A esclerose múltipla é doença antiga, fim de 1800 ou início de 1900 quando surgiu notícia. Eram projetadas e inventadas vacinas, tema recente. Em mais ou menos 1995, surgiu uma fórmula com células de porcos, assim como existiu a idéia (que foi colocada em prática) de que pessoas com males do sistema nervoso central deveriam passar por terapias com choques elétricos (nazistas também trabalharam com eletricidade). Já se viu de tudo. Choques elétricos foi passagem familiar. E, por fim, até a teoria de um tumor no encéfalo. É desagradável falar disso, mas esta foi a verdadeira miséria humana que conhecemos. Porque, além disso, foi preciso engolir muita ignorância, preconceito e discriminação, da família à escola, das ruas à universidade. Apenas em 1993, depois de uma ressonância magnética com diagnóstico em esclerose múltipla (os médicos do laboratório ficaram chocados, eu fui chamada para refazer o exame) pararam de investir na idéia de que o mal neurológico era meramente psicológico. Mas, depois disso tudo, vingou a idéia de doença auto-imune. Daí os imunosupressores, interferon e rebif.



Alimentação passou a ser difícil. Desde o segundo meado de 1990 era possível perceber como alguns alimentos proporcionavam mal-estares tais como cansaço, fadiga, diminuição da mobilidade e alergias aparentes na pele. O pior era a carne vermelha, açúcar, álcool, frituras e gorduras e agora até o café causa cansaço, tal e qual o desgaste que o cigarro provoca – desde outubro de 2007 até agora estou fumante passiva obrigatoriamente.  Detesto o fumo. Os danos causados pelo tabagismo, mesmo passivo, são graves. O fumo é um neurotóxico que pode alterar a estrutura do SNC, sistema nervoso, e que no mínimo dificulta a respiração.



No entanto, hoje, desde 2003 com certeza,  já se sabe que doenças neurodegenerativas, e.m. assim como o mal de Parkinson, não são doenças transmissíveis e não são causadas por vírus. Ainda, tais doenças não são o resultado da autoimunidade unicamente. Na verdade, trata-se de algo simples e de fácil solução. A neurodegeneração é  resultado de distúrbio metabólico. Há meio de prevenir a degeneração do sistema nervoso central: basta exame de dosagem das vitaminas no sangue – como a B2 ou Riboflavina, a D – e a eliminação de outros fatores desencadeantes: evitar o desgaste emocional e eliminar da dieta alimentar a carne vermelha.




É preciso completar este texto para assinalar a fundamental importancia da vitamina D. Baixos índices de vitamina D no sangue estão diretamente associados ao estresse emocional ou sofrimento. Em casos de doenças auto-imunitárias, tais como a esclerose múltipla, artrite reumatoide, psoriase, hipertireoidismo, hipotireoidismo, lupus, vitiligo, por exemplo, existe deficiência de vitamina D confirmada em exames de sangue. Esta deficiência de vitamina D torna as pessoas mais supcetiveis à depressão e aos estados de sofrimento emocional, que são as condições adequadas à perda de massa neural, o envelhecimento do sistema nervoso. Por outro lado, a solução simples, para estas pessoas, é o consumo de altas doses de vitamina D. A vitamina D é capaz de produzir um estado de bem-estar indescritível, unida ao estado de tranquilização, permite a obtenção de uma condição de estabilização e recuperação do sistema nervoso. É importante que se saiba, em condições de equilíbrio — vitaminas deficientes complementadas e o aspecto emocional tranquilo –, voltam a nascer células-tronco, e novos neuronios, todos os dias.




Estas informações foram expostas recentemente na entrevista com Dr. Cícero Galli Coimbra sobre o sistema nervoso, o estresse emocional, depressão, doenças e o envelhecimento dos neurônios. A importancia da Vitamina D.




“a situação fundamental é a mesma: a existência de um distúrbio metabólico evidente e corrigível, capaz de explicar os eventos fisiopatológicos conhecidos, e cuja correção pode deter a progressão da doença (interrompendo a continuidade da morte neuronal crônica, recuperando células neuronais já afetadas pelo processo neurodegenerativo – mas que não atingiram ainda o ponto de irreversibilidade), promover a recuperação total em casos de início recente, ou ao menos parcial das deficiências neurológicas nos casos mais avançados (minimizando seqüelas permanentes) e impedir a morte.” [1]



[1]Dr. Cícero Galli Coimbra
Médico Neurologista e Professor Livre-Docente
Departamento de Neurologia e Neurocirurgia – Universidade Federal de São Paulo – Unifesp/EPM – Sofrimento emocional. – Em defesa da administração de doses elevadas de riboflavina associada à eliminação dos fatores desencadeantes no tratamento (…).

Disponivel em
http://www.unifesp.br/dneuro/nexp/riboflavina/c.htm




—Parkinson – riboflavin and the elimination of dietary red meat promote the recovery [2]
Abstract:
“Abnormal riboflavin status in the absence of a dietary deficiency was detected in 31 consecutive outpatients with Parkinson’s disease (PD), while the classical determinants of homocysteine levels (B6, folic acid, and B12)… received riboflavin orally (30 mg)”.
Disponivel em
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-879X2003001000019&lng=pt&nrm=iso




[2] Brazilian Journal of Medical and Biological Research
ISSN 0100-879X. COIMBRA e JUNQUEIRA.

—Dieta livre de carne e rica em vitamina B2 pode regredir Parkinson
Neurologia – Jornal da Paulista – ano 16 – n. 179 – Maio/2003

Disponivel em
http://www.unifesp.br/comunicacao/jpta/ed179/pesquisa4.htm
Ano 16 – N° 179 – Maio de 2003


“Dieta livre de carne e rica em vitamina B2 pode regredir Parkinson. Estudo revela que portadores da doença apresentam deficiência da vitamina e ingerem muita carne vermelha; nova dieta fez com que a recuperação média motora dos pacientes saltasse de 44% para 70% em apenas três meses de tratamento”.




Cristiane Rozicki
11 de agosto de 2009.


Objeto Dignidade
no Blogspot
http://objetodignidade.blogspot.com/

no Orkut
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=7394899


no Yahoogroups
http://br.groups.yahoo.com/group/Objeto-Dignidade/

no WordPress

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Alzheimer, Nova Terapia e prevenção da doença

Alzheimer,  Nova Terapia e prevenção da doença

 

Conhecimento, Medicina. Nova terapia para o mal de Alzheimer e prevenção da moléstia. Publicação na Edição brasileira da mais tradicional Revista mundial de divulgação científica SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, Ano 1 - Número 01, 16 de Junho de 2002, Páginas 18 e 19. www.sciam.com. “NOVO MODELO PARA ALZHEIMER. PESQUISA BRASILEIRA PODE ABRIR CAMINHO A TRATAMENTO PREVENTIVO”.

Disponível em


“Um  modelo experimental do mal de Alzheimer, produzido pelo neurologista brasileiro Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, foi destacado como o mais importante estudo apresentado no Sgundo Congresso Internacional sobre Demência Vascular, realizado em Saelzburg, Áustria.  Superando outros 82 trabalhos, apresentados por pesquisadores de 41 países, o modelo de Coimbra e colaboradores revoluciona nosso conhecimento acerca de uma das doenças mais preocupantes da atualidade.  Pesquisando em ratos de laboratório, o brasileiro descobriu que alterações neuronais típicas de Alzheimer são desencadeadas toda vez que um episódio de ISQUEMIA (diminuição da circulação sanguínea e da oxigenação cerebral, causada por parada cardíaca ou derrame) é seguido por FEBRE.’”

Descoberto “[...] caminho para a prevenção efetiva do mal, por meio do monitoramento e manutenção dos níveis normais de homocisteína em todas pessoas idosas, a partir de uma certa idade. Pacientes portadores de outras doenças neurológicas, como o mal de Parkinson, igualmente caracterizado pela morte crônica de neurônios associada à elevada concentração de homocisteína no sangue, também podem vir a ser beneficiados por abordagens terapêuticas e preventivas semelhantes”.

Hoje, está definitivamente reconhecida na medicina, há material cientifico na internet para leitura, a importancia das terapias preventivas. Inclusive para o Alzheimer, a vitamina D, a hormona que no sangue é o metabólito activo da vitamina D, a concentração da “25-hydroxyvitamin D”.

“Pesquisas do Mount Sinai Hospital, do Canadá, indicariam que doenças como transtorno bipolar, autismo, mal de Alzheimer e esquizofrenia são mais comuns em pessoas que nascem em estações do ano como outono e inverno, quando receberiam menos sol, isto é, uma quantidade menor da fonte natural de vitamina D.”


“Vitamina D é importantíssima para a saude”   
Disponível em Biodireito Medicina:



“Estudos realizados no Brasil e no exterior apontam a importância da substância na prevenção e no tratamento do câncer, diabetes e de doenças neurológicas, cardiovasculares e até degenerativas, como a esclerose múltipla.”


16.06.2002
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SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL
Edição brasileira da mais tradicional Revista
mundial de divulgação científica

Ano 1 - Número 01,
Junho de 2002
Páginas 18 e 19



MEDICINA


Pesquisa brasileira, conduzida pelo neurologista Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, foi premiada em encontro internacional. E pode abrir caminho para o tratamento preventivo de uma das doenças que mais assustam os sistemas de saúde em todo o mundo.


NOVO MODELO PARA ALZHEIMER
PESQUISA BRASILEIRA PODE ABRIR CAMINHO A TRATAMENTO PREVENTIVO



Um  modelo experimental do mal de Alzheimer, produzido pelo neurologista brasileiro Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina, foi destacado como o mais importante estudo apresentado no Segundo Congresso Internacional sobre Demência Vascular, realizado em Salzburg, Áustria.  Superando outros 82 trabalhos, apresentados por pesquisadores de 41 países, o modelo de Coimbra e colaboradores revoluciona nosso conhecimento acerca de uma das doenças mais preocupantes da atualidade.  Pesquisando em ratos de laboratório, o brasileiro descobriu que alterações neuronais típicas de Alzheimer são desencadeadas toda vez que um episódio de ISQUEMIA (diminuição da circulação sanguínea e da oxigenação cerebral, causada por parada cardíaca ou derrame) é seguido por FEBRE.



Essa associação de ISQUEMIA e HIPERTERMIA é muito mais comum do que se imgagina, pois um grande número de pessoas acometidas de derrame apresenta febre nos dias seguintesdevido, devido à pneumonia e outras complicações hospitalares.  Os médicos são muito condescendentes em relação a esse sintoma e geralmente evitam sumprimi-lo com antitérmicos, porque utilizam a temperatura corporal como marcador da resposta do organismo aos antibióticos.  O resultado desse procedimento padrão é que 30% dos indivíduos que sofre derrame acabam desenvolvendo Alzheimer num prazo de cinco anos.  A descoberta de Coimbra deve modificar radicalmente a conduta médica.



"Verificamos em laboratório que a isquemia seguida de febre provoca a morte de neurônios ao longo de vários meses (morte neuronal crônica) e o desenvolvimento de modificações celulares típicas de Alzheimer", revela o neurologista.  "Nos testes comportamentais, os animais que passam por essa situação tendem a agir como dementes.  É o caso de ratos que, no chamado labirinto aquático, ficam nadando em círculo, sem procurar a plataforma que lhes permitiria sair daquela situação.  O comportamento é comparável ao de pacientes de Alzheimer que se perdem na rua e não conseguem voltar para a casa."



Os altos custos da doença de Alzheimer estão apavorando os responsáveis pleos sistemas de saúde de vários países.  Por isso, essa patologia é a que mobiliza maiores verbas para pesquisa em todo o mundo.  "Tradicionalmente, o tratamento utiliza drogas que não são capazes de bloquear ou retardar a evolução da patologia, mas apenas abrandar os sintomas.   E os médicos e familiares esão obrigados a assistir, impotentes, a progressiva degeneração do doente", sublinha Coimbra.



Graças à pesquisa por ele realizada, estamos agora muito mais perto de conhecer os mecanismos envolvidos no surgimento e evolução do mal.  Coimbra aponta duas possíveis explicações:


1.   a febre pode ativar o sistema imunológico, levando-o a agir contra as proteínas liberadas pelos neurônios mortos devido à isquemia, confundindo-os com "agentes inimigos", as células do sistema imunológico passam a atacar também os neurônios sobreviventes (que possuem as mesmas proteínas), desencadeando assim uma doença auto-imune crônica;


2.   uma explicação alternativa, que o pesquisador considera considera mais provável, é que o binômio "isquemia mais febre" provoque uma grande liberação de radicais livres no organismo; essas moléculas lesam o DNA mitocondrial, acelarando o envelhecimento mitocôndrias (os motores das células, onde é produzida a energia necessária para a manutenção da vida);  como a performance caracterítica dos motores velhos, as mitocôndrias passam a apresentar baixo rendimento e a gerar muita poluição, ou seja, mais radicais livres, acentuando-se lesão do DNA;  instala-se então um sistema de retroalimentação que, no limite, desemboca na morte neuronal crônica própria da doença de Alzheimer.



Estudos desenvolvidos em outros centros de pesquisa demonstraram que, tanto em animais nos quais a doença foi artificialmente desencadeada quanto em humanos portadores de Alzheimer, ocorrem graves mutações do DNA mitocondrial.   Ao contrário das pessoas normais, os pacientes portadorres possuem uma reduzida capacidade de reparar o DNA lesado, o que pode ser demonstrado pela elevada concentração de uma toxina no sangue, a homocisteína.  Uma excelente notícia é que essa capacidade pode ser normalizada com medicamentos capazes de reduzir os níveis de homocisteína para os valores normais.   Os estudos ainda em andamento indicam uma desaceleração na progressão da doença e, em alguns casos, até mesmo uma recuperação parcial da memória e da capacidade de orientação.



As evidências sugerem, por enquanto, uma amenização dos sitomas.   Mas Coimbra acredita que os medicamentos reguladores podem conseguir muito mais do que isso.  "Os resultados do tratamento manifestam-se de forma lenta e gradual.   De modo que ainda não podemos avaliar plenamente o seu potencial", pondera.  "Não será surpresa se viermos a descobrir que,  além de abrandar as manifestações do Alzheimer, a normalização da homocisteína seja capaz de suprimir um dos fatores que o desencadeiam e fazem progredir".   Se isso ocorrer, tal abordagem terapêutica poderá abrir caminho para a prevenção efetiva do mal, por meio do monitoramento e manutenção dos níveis normais de homocisteína emm todas pessoas idosas, a partir de uma certa idade.   Pacientes portadores de outras doenças neurológicas, como o mal de Parkinson, igualmente caracterizado pela morte crônica de neurônios associada à elevada concentração de homocisteína no sangue, também podem vir a ser beneficiados por abordagens terapêuticas e preventivas semelhantes.

( José Tadeu Arantes )



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Objeto Dignidade - respeito à Dignidade: vida e saúde

Esclarecimento

Prezado leitor,
Objeto Dignidade foi criado por necessidade de dar publicidade a um pedido simples de socorro e auxílio à saúde para ter acesso ao direito de viver o mais dignamente possível. A mensagem foi enviada pelo correio, como escrito na Carta Objeto Dignidade, ás autoridades que preservam os direitos humanos dos cidadãos em dezembro de 1995.
A questão sempre foi a busca de meios que impedissem a progressão da esclerose múltipla e possibilitassem as terapias que podem evitar o aumento das deformidades ósseo-musculares. Prevenir é melhor que remediar, mas, mesmo apresentados documentos e dadas informações, nada foi efetivamente alcançado. A decepção é imensa , agora é julho de 2011.
Embora toda a documentação, histórico, relatos, fotografia, escutei “a senhora pode vir aqui dia...” muitas vezes. Então nunca leram coisa alguma.
O ideal, se voce puder, é ir pessoalmente a Defensoria Pública da União e, depois - o direito a saúde é Direito Humano Fundamental, existindo processo judicial na Justiça Federal, vá até lá para a corte e os juízes ou ministros lhe conhecerem... e verem que voce não é um bicho ou uma coisa... ao contrário, é uma pessoa humana.
A internet permite o acesso a algum conhecimento. É preciso procurar. As terapias que me são necessárias têm baixo custo e são naturais. Já sabia, tinha visto o Direct-MS do Canadá confirmar o que vivo desde o cansaço ou fadiga que a alimentação inadequada me dá Nutritional Factors and Multiple Sclerosis
http://www.direct-ms.org/ , bem como pude ler
o artigo cientifico  publicado em 2003, sobre a cura do Parkinson em Revista Medica Internacional, a Brazilian Journal of Medical and Biological Research:
Braz J Med Biol Res, October 2003, Volume 36(10) 1409-1417 - “High doses of riboflavin and the elimination of dietary red meat promote the recovery of some motor functions in Parkinson's disease patients” dos doutores Cícero Galli Coimbra e Veronica Junqueira da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, Escola Paulista de Medicina. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-879X2003001000019&lng=pt&nrm=iso     

A noticia foi divulgada em vários jornais e revistas desde maio de 2003, com a Comunicação do Jornal da Paulista: Ano 16 – N° 179, Maio de 2003: “Dieta livre de carne e rica em vitamina B2 pode regredir Parkinson”

Disponível em http://objetodignidade.wordpress.com/2009/08/02/dieta-livre-de-carne-e-rica-em-vitamina-b2-pode-regredir-parkinson/

Parkinson: Dieta livre de carne e rica em vitamina B2 pode regredir doença
http://www.unifesp.br/comunicacao/jpta/ed179/pesquisa4.htm
Estudo revela que portadores da doença apresentam deficiência da vitamina e ingerem muita carne vermelha; nova dieta fez com que a recuperação média motora dos pacientes saltasse de 44% para 70% em apenas três meses de tratamento.
 
A necessidade faz encontrar caminhos.
A Carta Objeto Dignidade está indexada nos seguintes endereçoss:

A mensagem original, “Objeto Dignidade” que tem a intenção de obter o respeito à Dignidade: vida e saúde, de 29/12/2005, está disponível em:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=7394899&tid=2439255976317692596


No  wordpress, em 17 de julho de 2009, Danos à saúde podem ser evitados. A carta Objeto Dignidade, Obter o Respeito À Dignidade: Vida e Saúde.
MELHOR PREVENIR DO QUE REMEDIAR, danos à saúde podem ser evitados.
A carta Objeto Dignidade foi escrita em dezembro de 2005. Esta missiva é relativa à doença neurodegenerativa esclerose múltipla [EM ou MS]. Objeto Dignidade constituiu documento entregue à Defensoria Pública da União – Núcleo de Florianópolis através do Correio, e ao Ministério Público de Santa Catarina por correspondência eletrônica.
Hoje, somos 4 consangüíneos portadores de doenças autoimunes e neurodegenerativas: mal de parkinson – 1 caso, mal de alzheimer – 1 caso, e esclerose múltipla – 2 casos.
A mensagem original, “Objeto Dignidade” que tem a intenção de obter o respeito à Dignidade: vida e saúde, de 29/12/2005, está disponível em:

E, agora, também disponivel em

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Dia 6 de julho de 2011 foi indexado o post Mensagem da administração no wordpress.
Prezados leitores de Objeto Dignidade blogsite, http://objetodignidade.wordpress.com/
É necessário, neste momento, que se exponham as dificuldades de manutenção e consequente aquisição das ferramentas que permitem a formatação de cada publicação, seja post seja pagina. Agora, faz-se as publicações sem o DASHBOARD. Desse modo não é possível alterar fontes e ATIVAR os endereços de origem dos artigos.
É a pratica de Objeto Dignidade blog http://objetodignidade.wordpress.com/  ativar endereços e assim manter os artigos desde a sua primeira publicação em 27 de novembro de 2008, “Vida é o maior bem jurídico. Inconstitucionalidade no Brasil.”
Respeito ao trabalho e aos direitos autorais dos colegas é o principio regente de Objeto Dignidade blog http://objetodignidade.wordpress.com/ – e Objeto Dignidade no Orkut http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=7394899 e no Yahoo http://br.groups.yahoo.com/group/Objeto-Dignidade/
““Proibida a reprodução total ou parcial dos artigos deste blog sem referência às fontes de origem de cada obra, ou seja, é necessária a indicação da página de publicação, o seu endereço eletrônico, ou enlace, ativo para a abertura da página de procedência de cada artigo”” em

Cristiane Rozicki *
*Autora e administradora de Objeto Dignidade. Mestra e doutoranda em Direito.
Objeto Dignidade é autonomo e independente. Sem fins economicos
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Por causa das dificuldades de manutenção das excelentes condições de publicação no wordpress, em junho de 2011 foi criado o blogspot OBJETO DIGNIDADE.
 A Carta Objeto Dignidade:
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Objeto Dignidade
Cristiane Rozicki *

Em Objeto Dignidade é mantida posição contrária à legalização do aborto no Brasil e não é aceito o uso de fetos na indústria. Não são admitidas hipóteses de injeções de células-tronco embrionárias – a nova versão de transplantes que divulga a falsa idéia de cura para doenças neurodegenerativas tais como Parkinson – DP e esclerose múltipla – EM, usando vidas humanas de novas pessoas que, desde a sua concepção, têm direitos e direito à vida. Fetos abortados são utilizados na industria de cosméticos, plásticas, e outros, tais como de sabonetes.
As razões da recusa à falácia do governo brasileiro, PT e Lula e partidos aliados, somado ao trabalho desinformador da mídia brasileira, são de ordem jurídica e científica. Dignidade da pessoa humana, o feto, ou embrião, também tem e deve ser respeitada. O concepto é pessoa humana e têm direitos e direito à vida garantido na Constituição da República.
Prevista desde a proclamação da Declaração Universal dos Direitos do Homem em 1948, a dignidade é fundamento do Estado brasileiro na Constituição de 1988.
O começo, o início de Objeto Dignidade, deu-se com a carta cuja solicitação é a dignidade, e que requer urgência de auxílio para manutenção da vida e saúde.
Esta carta foi enviada pela empresa de Correios à Defensoria Pública da União de Santa Catarina – Núcleo Florianópolis em 10 de dezembro de 2005. No dia 13 de dezembro do mesmo ano, 2005, idêntico texto da referida missiva foi postado, por mensagem eletrônica, e-mail, para pessoas do Ministério Público de Santa Catarina, precisamente os endereços que seguem:
- A Procuradoria de Justiça e Cidadania de Santa Catarina:

- O Ministério Público da Cidadania e Direitos Humanos de Santa Catarina:

Não existiu resposta do Ministério Público de Santa Catarina.
Contato foi realizado pela Defensoria Publica da União, telefonema em 03 de janeiro de 2006. Mas, embora toda a documentação que, requerida, foi enviada à Defensoria Pública da União de Santa Catarina – Núcleo Florianópolis, não foi atingida a concretização do necessário auxílio para minimizar as carências reais da autora daquela carta e evitar a progressão e aumento
das deficiências físicas promovidas pela falta de cuidados.
A neurodegeneração pode ser evitada de uma forma muito natural. Mudança de hábitos e de alimentação além da suplementaçao de vitaminas.
Doenças autoimunes têm cura.
Em 28/dez/2005 Objeto Dignidade foi criado no sistema Orkut, e no Yahoogrupos desde 24 de março de 2006. O propósito primeiro foi dar PUC  blicidade aos acontecimentos relacionados à carta que solicitou urgência de auxílio para manutenção da vida e saúde àquelas autoridades.
No Orkut, Objeto Dignidade encontra-se neste endereço:
No Yahoogrupos é mantido o motivo histórico que deu origem a Objeto Dignidade no Orkut, e encontra-se neste endereço:
Vida é Direito Humano Fundamental e inviolável no art.5o da CRFB/1988. O início da VIDA é na concepção. O Código Civil brasileiro de 2002 e o Pacto de San Jose no art. 4, que é mandamento constitucional no Brasil, protegem o direito à vida desde a concepção.
Se explicassem todos os danos à saúde da mulher por causa do aborto, projetos de lei abortistas jamais chegariam às portas do Congresso Nacional brasileiro. De perda da capacidade de gerar novos filhos normais, infecções à amputação do útero, câncer de mama, doenças mentais a todo o horror psicológico, problemas sobre os quais nada é explicado e tratado na saúde. Quem se diz a favor do crime de aborto é totalmente contra a mulher, desrespeitando-a integralmente.
E é sabido que o primeiro direito que tem plena garantia é o direito à vida (art. 5 da CF). Este é o verdadeiro Direito Humano Universal.
Objeto Dignidade
Proibida a reprodução total ou parcial dos artigos deste blog sem referência às fontes de origem de cada obra, ou seja, é necessária a indicação da página de publicação, o seu endereço eletrônico, ou enlace, ativo para a abertura da página de procedência de cada artigo.
Habitualmente Objeto Dignidade recebe correções e atualizações.
Cristiane Rozicki *
*Autora e administradora de Objeto Dignidade. Mestra e doutoranda em Direito. Este blog é autonomo e independente. Sem fins economicos
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Depois, a ganância da medicina comercial e da política da presidência da republica do Brasil, passaram oficialmente a dar credito ao trabalho desinformador.  Na mídia governamental, apoio explicito ao projeto abortista internacional e de Jandira Fegali. No Brasil tal projeto de lei passou a tramitar como PL 1135/91; e, alem disso, a adesão do governo brasileiro e ministro da saúde Jose Gomes Temporão à falácia da cura com injeções de células-tronco de embriões humanos – transplantes. Inconstitucionalidades.
O PROJETO DE LEI Nº 1.135/91 - o projeto de lei genocida no artigo 9º revoga os arts. 124, 126, 127 e 128 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal).
Ao eliminar aqueles artigos do Código Penal, o texto do PL 1135/91 permite o abortamento inclusive no ultimo segundo antes do nascimento; e ficam impunes as lesões na mulher, mesmo que sobrevenha a morte da mulher, por causa da revogação do art. 127 do CP.
A PARTICIPAÇÃO DO GOVERNO LULA NA TRAMA INTERNACIONAL DO ABORTO é a herança de DILMA, acrescida em outubro de 2010:

Da Publicaçao em 04/10/2010, no Diário Oficial da União,  seção III, página 88, do Termo de Cooperação do Governo do Brasil com a Fundação Oswaldo Cruz para despenalizar (retirar a pena legal) o aborto:

ESPÉCIE: PRIMEIRO TERMO ADITIVO AO TERMO DE COOPERAÇÃO
Nº. 137/2009

No Brasil domina a política infame dos caminhos da ilegalidade.

Hoje, brasileiros estão a viver a tirania de um governo que corrompeu todas as instituições públicas e todos os poderes da União. Não existe, agora, nessas condições de partidarismo político ou de interesses economicos patrimoniais individualizado a comandar as funções públicas do Estado brasileiro, sem a devida observação e respeito à Lei Maior, sequer uma democracia forjada. Estas condições da realidade do governo Lula-Dilma confirmam a tirania. A realidade é a prova.
Os poderes não são independentes entre si no Brasil.
O Estado de Direito está em falso.
A denuncia sobre o crime organizado do mensalão, contra José Dirceu e José Genoino, não foi acolhida pelo Supremo Tribunal Federal em 2007. O STF fez que nao viu. Ellen Gracie foi a presidente do Supremo e só votaria em caso de empate. Os ministros do STF que participaram do processo do mensalao sao os mesmos que julgaram a constitucionalidade do art. 5º da Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005, a lei de Biossegurança, o que permitiu o desprezo do Direito á Vida dos embrioes em 31 maio de 2008. Veja-se quem foram os ministros e quem os nomeou:
Ellen Gracie – nomeada em 14 de dezembro de 2000 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso;
Cármen Lúcia – foi nomeada em junho de 2006 pelo presidente Lula como ministra do Superior Tribunal Federal;
Celso de Mello – foi nomeado para o cargo em 1989, pelo então presidente José Sarney;
Carlos Ayres Britto – ocupa o cargo desde 2003, quando foi indicado pelo presidente Lula;
Carlos Alberto Menezes Direito, nomeado por Lula presidente e empossado no STF dia 5 de setembro de 2007;
Joaquim Barbosa ocupa o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal, em 2003, depois de ser nomeado pelo presidente Lula;
Cezar Peluso - oriundo da Magistratura, assumiu o cargo em junho de 2003, nomeado por Luiz Inácio Lula da Silva;
Eros Grau – vindo da advocacia, foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho de 2004;
Gilmar Mendes – tomou posse em 20 de junho de 2002, sob nomeação de Fernando Henrique Cardoso;
Ricardo Lewandowski – assumiu em março de 2006, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No julgamento de 2008, sobre a inconstitucionalidade do art. 5º da lei de Biossegurança que delibera sobre o uso de embrioes humanos, participou tambem Carlos Alberto Menezes Direito, nomeado por Lula em 2007. No julgamento de 2008, Ellen Gracie, a presidente na primeira sessão, dá seu voto imediatamente após a apresentação do voto do relator Carlos Ayres Britto, acompanhando-o antes de um Empate.
Este julgamento liberou o homicídio no Brasil.

Cristiane Rozicki - Cr.rozicki@gmail.com

domingo, 31 de julho de 2011

5 FORMAS DE PROTEGER SEU CÉREBRO


5 FORMAS DE PROTEGER SEU CÉREBRO

Dr. Cicero Galli Coimbra, M.D., Ph.D.
Laboratory for Brain Ischemia Research, Head Department of Neurology and Neurosurgery Federal University of São Paulo.
Escola Paulista de Medcina

Revista Viva Saúde

http://revistavivasaude.uol.com.br/edicoes/23/artigo15542-1.asp


Manter a saúde mental é mais fácil do que muita gente imagina. As pesquisas dos últimos 10 anos apontam ser possível, sim, estimular a formação de novos neurônios (o que até 1998 a ciência considerava impossível!) e, conseqüentemente, afastar os riscos de doenças como Parkinson e mal de Alzheimer. Saiba como:


O que fazer para manter o corpinho em forma e poupar as articulações, as artérias, o fígado, os pulmões, o coração e tantos outros órgãos e sistemas vitais todo mundo está cansado de saber: atividade física regular, alimentação leve e balanceada, abandono de vícios e exames preventivos anuais. Agora, o desafio da ciência é desvendar os mistérios que ainda envolvem a complexa estrutura cerebral para encontrar saídas que também ajudem a conter ao máximo a morte natural dos neurônios e a preservar a saúde mental.
 


Essa preocupação faz sentido. Muitas pessoas passam a vida tentando conciliar uma rotina de trabalho estressante com aulas de ginástica, avaliações e consultas médicas, almoço e jantar saudáveis, algumas horas de lazer... E até conseguem, mas, quando finalmente conquistam o bem-estar físico, é a cabeça que começa a falhar, especialmente após os 60 anos.


Segundo relatório publicado pela revista científica inglesa The Lancet, um novo caso de demência surge a cada sete segundos no mundo (o que inclui entre outros distúrbios progressivos e degenerativos do cérebro o mal de Alzheimer) - são quase 5 milhões de novas vítimas ao ano. E estima-se que esses números possam quadruplicar[/b, chegando a um total de 81 milhões de pessoas nas próximas três décadas.


Para piorar, soma-se a essa triste estatística o fato de neurocientistas e pesquisadores sempre terem alertado para a fragilidade das células nervosas cerebrais. Até mesmo nós, simples mortais, aprendemos que os neurônios vão morrendo com o passar dos anos e, uma vez danificados, não podem se regenerar. Resultado: a nossa única esperança de manter a lucidez na terceira idade seria mesmo continuar cuidando da saúde geral e fortalecendo as conexões (a comunicação entre as células nervosas do cérebro) para tentar ao menos adiar as conseqüências das perdas neuronais - uma vez que é impossível evitá-las.


A boa nova é que em 1998 uma notícia abalou o mundo da neurociência e, apesar de ainda causar controvérsias, sugere um futuro menos sombrio para a humanidade. Naquele ano, uma pesquisa publicada na revista Nature Medicine comprovava uma desconfiança que surgiu na década de 60 com os estudos realizados com ratos pela equipe do neurocientista norte-americano Fred Gage - e para a qual pouca gente deu importância na época -, a de que novos neurônios são produzidos diariamente no cérebro humano.

O fenômeno, que ficou conhecido como neurogênese, logo atraiu o interesse da comunidade científica que passou a acompanhar de perto todos os detalhes das descobertas.


Espécies de células-tronco localizadas ao redor dos ventrículos (as cavidades internas do cérebro por onde deságua o líquido encefalorraquidiano que vem da medula espinhal) são capazes de dar origem aos neurônios e todas as células do Sistema Nervoso Central (SNC). Chamadas de precursoras, essas 'células-mãe' se multiplicam toda vez que há perda de neurônio. As células nervosas 'recém-nascidas', então, migram para suprir a região onde houve o dano e restabelecer o circuito nervoso por ali. Muitos desses 'bebês', porém, não conseguem chegar até o seu destino e morrem pelo caminho - é a apoptose, um acidente de percurso cujo risco de ocorrer aumenta 90% à medida que o indivíduo envelhece.


Segundo o neurologista Cícero Galli Coimbra, professor e pesquisador do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), depois desses achados, cientistas de todo o mundo passaram a se empenhar na identificação dos fatores que, ao longo dos anos, podem estimular ou impedir tanto a multiplicação e o nascimento das células nervosas do cérebro quanto a apoptose.


"Agora, este será o melhor caminho para descobrir tratamentos mais eficazes e até a prevenção de doenças relacionadas às falhas e perdas de neurônios, como os males de Parkinson e Alzheimer", acredita.


Para provar isso, o médico fez um levantamento de todos os estudos relacionados ao assunto e publicado em revistas científicas especializadas desde 98 e revelou para Viva Saúde pelo menos cinco atitudes que, comprovadamente, contribuem para equilibrar a perda e o nascimento de células nervosas e, conseqüentemente, preservar o nosso cérebro intacto por mais tempo.


Segundo o especialista, quem estiver falhando em algum dos fatores relacionados à neurogênese a seguir tem muito mais chance de desenvolver doenças neurodegenerativas no futuro, mesmo que não apresente nenhuma predisposição genética.


Confira:

1 FUJA DO ESTRESSE CRÔNICO


As pesquisas da década de 60 desenvolvidas pela equipe do neurocientista Fred Gage com ratos adultos já sugeriam uma possível influência do estilo de vida na saúde dos neurônios. Em animais criados em gaiolas cheias de brinquedos para explorar, observou-se um aumento de novas células nervosas no hipocampo (a área responsável pela capacidade de memorizar e aprender). Enquanto que naqueles ratinhos submetidos a estresse constante, uma condição desfavorável ao aprendizado, essa produção diminuiu significativamente.


"Hoje, já se sabe que as tensões diárias, a angústia e a preocupação antecipada - sensações comuns no dia-a-dia do homem moderno - são capazes de afetar também o cérebro do ser humano. Esse estresse crônico bloqueia a neurogênese no início, impedindo que as células precursoras se multipliquem", explica o neurologista Cícero Galli, da Unifesp.






Vários estudos já comprovaram que, nestas condições, o cérebro só perde neurônios e não os repõe. O próprio médico, que já avaliou mais de 600 portadores de mal de Parkinson desde 2002, foi um dos pesquisadores a demonstrar isso. Em junho do ano passado, durante um congresso sobre a doença na Alemanha, ele apresentou resultados que indicavam o estresse como um dos principais responsáveis pela destruição das células nervosas produtoras da dopamina, matéria química que, entre outras funções, tem papel fundamental na manutenção das atividades motoras. Essa deficiência dificulta os movimentos, provoca rigidez muscular e causa os tremores em quem desenvolve esse distúrbio neurológico crônico e progressivo.


"Não há dúvidas de que a tensão emocional está envolvida em 95% dos casos de mal de Parkinson, que são exatamente aqueles que não têm uma causa genética. Sempre descubro um trauma por trás do problema. Uma das minhas pacientes, por exemplo, começou a manifestar os sintomas da doença algumas horas depois de presenciar a morte do marido em um assalto no trânsito", conta o neurologista.


Além disso, aqueles que são tratados com a ajuda de psicoterapia têm apresentado excelentes resultados.


"Os que recebem instruções para relaxar e encarar a vida de forma mais simples e descontraída, em casos mais leves, podem deixar de apresentar os sintomas. Enquanto aqueles que se encontram em estágios finais da enfermidade, há ao menos uma melhora do quadro, com o desaparecimento de problemas urinários, bem como dos pesadelos e dificuldades de raciocínio - comuns nessa fase", explica.


2 INCLUA GEMA DE OVO NO CARDÁPIO


Depois da absolvição pela condenação injusta que o colocava como principal responsável por elevar as taxas de colesterol no sangue, o ovo ganha mais um motivo para ser consagrado como uma opção do bem e, agora, indispensável no prato. O fato é que a gema (e não a clara, é bom lembrar), mais do que qualquer outro alimento, oferece uma grande concentração de colina - uma substância que, agora se sabe, reveste a membrana das células (incluindo as células nervosas do cérebro) e que não é produzida pelo organismo.


"A presença dela é muito importante para a formação de novas células, incluindo as células nervosas cerebrais do adulto. Quanto mais colina no organismo, mais material para a formação da membrana celular", explica o neurologista da Unifesp.


Mas não é só. Ela, colina, também forma acetilcolina, um neurotransmissor relacionado às funções de aprendizado e memória, e teria um papel importante na gravidez e no desenvolvimento do cérebro do feto. Os pediatras ainda não recomendam uma suplementação da colina durante a gestação, mas a importância dessa substância para o bebê foi sugerida em 1997, a partir dos resultados de estudos realizados pelo pesquisador Steven Zeisel, da Universidade da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, com ratas de laboratório prenhas.


"Aquelas que recebiam suplemento de colina durante a gestação estimulavam muito mais o crescimento das células nervosas nos ratinhos.

Quando estes nasciam, eram testados em um labirinto e demonstravam muito mais agilidade para aprender o caminho e encontrar a saída do que aqueles nascidos de ratas que não haviam sido submetidas à suplementação"
, conta Cícero Galli.

A importância dessa e de outras descobertas sobre as funções da colina tem sido tão grande que o governo norte-americano providenciou em 2004 a divulgação de um banco de dados (o USDA Database for the Choline Content of Common Foods) para verificar a presença da substância nos alimentos. Com a ajuda dele, é possível saber por exemplo que a colina também está presente em boas quantidades no fígado de boi e de frango, no gérmen de trigo e na soja. E que cinco gemas de ovo somam 682,4 mg de colina, enquanto só a clara equivale a 1,1 mg e 1 litro de leite a apenas 14 mg da substância.


"Vale lembrar que para oferecer todos os benefícios para o cérebro precisaríamos de pelo menos 500 mg de colina por dia, o que pode ser obtido com uma cardápio variado", alerta o neurologista.


3 TOME SOL NA MEDIDA CERTA


Quem, afinal, em uma metrópole como São Paulo, não costuma sair de carro para trabalhar, estacionar no prédio onde fica a empresa, permanecer o dia inteiro trancafiado em um escritório com janelas escuras e anti-ruídos e voltar para casa ao anoitecer sem ver a cara do astro-rei ou perceber se a temperatura lá fora mudou?


É isso mesmo... A vida moderna nos transformou em ratos de esgoto ou de laboratório (como preferir), pelo menos no que diz respeito ao contato saudável com o sol. A conclusão foi do bioquímico Reinhold Vieth, da Universidade de Toronto, no Canadá. Ele avaliou os níveis de vitamina D (que para ser assimilada pelo organismo precisa da ajuda dos raios solares) em animais e comparou aos níveis encontrados no homem moderno. Foi então que percebeu a queda dessa vitamina.


E em que isso prejudica o cérebro?


"Além de ser essencial para a formação óssea, ela estimula a produção de NGF (fator de crescimento dos neurônios)", esclarece Cícero Galli Coimbra.


Descrita em 1956, a NGF é uma proteína essencial para a sobrevivência e fortalecimento das células nervosas cerebrais, por ser capaz de enviar sinais contínuos para que um neurônio dirija suas terminações na direção de outro e forme uma sinapse (aproximação entre os neurônios, onde ocorrem várias reações químicas que ainda estão sendo estudadas). Quanto mais numerosas e fortes forem essas conexões (sinapses), menos ocorrências de apoptose e mais eficientes as capacidades cognitivas, como a memória.


4 TAURINA NA MEDIDA CERTA


Aminoácido de maior concentração nas células do corpo, a taurina tem a função de impedir a formação de coágulos no sangue, diminuir a quantidade de triglicérides (gordura) no sangue, fortalecer o endotélio (a camada de revestimento dos vasos sangüíneos e, agora se sabe, bloquear a apoptose (a morte dos novos neurônios).


O problema é que o organismo produz naturalmente esta substância, mas sua quantidade diminui bastante com o passar do tempo. Não é à toa que, segundo o neurologista Cícero Galli, alguns geriatras têm recomendado a seus pacientes com mais de 60 anos fórmulas para repor essa substância no organismo, embora isso ainda seja questionável. "Ainda não se sabe qual o mecanismo que envolve a taurina com a neurogênese, nem mesmo a quantidade necessária para cada pessoa", alerta.



5 EVITE O CONSUMO DE ÁLCOOL


Não é difícil imaginar por que bebidas alcoólicas e outras drogas podem afetar o cérebro. Essas drogas costumam afetar em cheio o Sistema Nervoso Central, provocando uma mudança no comportamento ao serem ingeridas. Quem bebe além da conta, por exemplo, pode ter tonturas, falta de coordenação motora, confusão mental, desorientação e até anestesia momentânea.

Já usuários de maconha apresentam alteração nos sentidos (visão, audição, olfato e tato), na cognição (pensamentos, memória e atenção) e até no humor.


"As células nervosas cerebrais, apesar de complexas, são extremamente frágeis e sensíveis. E, além de estimular a morte de neurônios, o uso dessas substâncias pode bloquear a formação de novos", afirma o neurologista da Unifesp, Cícero Galli.


Vale lembrar que mesmo aqueles que dizem beber socialmente podem estar arriscando a sua saúde mental no futuro. De acordo com o especialista, ainda não se sabe qual a quantidade de álcool, por exemplo, já é capaz de interromper a neurogênese, até porque a sensibilidade do organismo varia de pessoa para pessoa.


COMO A NEUROGÊNESE FOI DESCOBERTA


Na década de 60, Fred Gage e sua equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA), em experiências com canários machos adultos, notaram que toda vez que os pássaros cantavam havia proliferação de novos neurônios. Até então, a ciência acreditava que as células nervosas cerebrais não podiam nascer em cérebros adultos - no máximo, conseguiam amadurecer ou fortalecer suas conexões.


Para verificar a presença dos neurônios recém-nascidos, porém, não bastava um microscópio potente. Todos os neurônios são iguais e transparentes, e só com a ajuda desse equipamento não haveria como saber quais eram os novos habitantes do cérebro.


Nesse sentido, a tecnologia foi permitindo o uso de técnicas mais eficientes e que possibilitaram a realização de testes mais precisos a partir da década de 90 em ratos, sagüis e outros primatas adultos. A técnica utilizada para comprovar a neurogênese tinha como princípio deixar uma marca visível em todo o neurônio que nascia. Para isso, os cientistas lançaram mão de um marcador celular, a substância BrDu (bromodesoxiuridina), que tem a propriedade de ser captada pelas células que estão se reproduzindo no organismo. O BrDu fica colorido após reação química e pode ser destacado e visualizado por microscópio. Assim, ficaria comprovado o nascimento de neurônios. Mas como fazer essa experiência com humanos?

O BrDU é tóxico e seria necessário remover o cérebro para procurar com o microscópio os neurônios marcados. Ou seja, seria necessário conseguir doadores e aguardar sua morte. Mas em 1998 pesquisadores suecos tiveram uma grande chance. Como o BrDu estava sendo usado em pacientes terminais com câncer, para verificar a multiplicação de células cancerígenas e a existência de metástase, os cientistas explicaram a importância do experimento às famílias de cinco pacientes e obtiveram a permissão para remover o seus cérebros após a morte para analisar a região do hipocampo. Os resultados, finalmente, comprovaram a neurogênese e foram publicados na revista científica Nature.
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Prevention's MS - Increase supplements - Info
10/02/2006
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5 Formas de Proteger seu Cérebro
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A colina é complemento alimentar preventivo de uma série de doenças neurodegenerativas. Esta substância está na gema do ovo. A gema deve ser consumida. E, hoje, os médicos esclarecem que a gema não provoca colesterol. É a colina a substância que mantém os neurônios vivos. Neurônios novos, células-troco, nascem ao redor dos ventrículos dentro do cérebro, todos os dias, com a informação pronta para manter e restabelecer o sistema nervoso. No entanto, os neurônios novos não podem sobreviver se há falta de colina.

Leia

5 FORMAS DE PROTEGER SEU CÉREBRO

Viva Saúde
http://revistavivasaude.uol.com.br/edicoes/23/artigo15542-1.asp

e

USDA Database for the Choline Content of Common Foods

disponível em:
http://www.nal.usda.gov/fnic/foodcomp/Data/Choline/Choline.pdf

Prepared by
Juliette C. Howe, Juhi R. Williams, and Joanne M. Holden

Nutrient Data Laboratory
Agricultural Research Service
U.S. Department of Agriculture

in collaboration with
Steven H. Zeisel and Mei-Heng Mar
Department of Nutrition, University of North Carolina, Chapel Hill, NC 27599

March 2004